sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ESCUTATÓRIA


Sempre vejo anunciando curso de oratória. Nunca vi anunciando curso de escutatória. Todo mundo que aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os estados Unidos. Contou-me sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunido os participantes, ninguém fala. Há um longo silêncio...
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Termina a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou e seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades.
Primeira: Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei a muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos eu estou chamando o outro de tolo.
O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.” E assim vai a reunião.
- Rubem Alves
REFLEXÃO: A palavra tem muito poder. Todos sabem disso, mas ainda sim falam demais. Mesmo quando estamos em silêncio de palavras, não conseguimos silenciar os pensamentos. Que mal causamos ao psiquismo deste planeta!!
Quantas coisas temos a aprender com esses povos, os índios. Conhecer melhor essa cultura e despertar a consciência indigena, no amor pelos reinos e pelo planeta é hoje uma necessidade para amenizarmos o caos que toma conta da nossa "civilização".
Vamos falar menos e silenciar mais!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

                                                                                      O Rio e o Oceano

Dizem que antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, dos povoados, e vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. Não há como voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque então o rio descobre que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano.
Por um lado é dasaparecimento e por outro lado é renascimento.

Reflexão:

Precisamos esquecer a idéia de separatividade porque tudo está interligado. Os reino mineral, vegetal, animal e humano são partes do mesmo Todo, que se interpenetram na escala evolutiva.
Precisamos aprender a viver em comunhão com o ambiente,  nos aceitando como parte dele.

É preciso renascer, transcender ao senso comum e deixarmos de ser seres humanos apenas, para entrarmos em contato e assumirmos nossa essência divina. No aspiral evolutivo, estamos em crescimento, iremos evoluir , essa é a meta. Mas nós podemos cooperar com o processo ou retardá-lo, aí ficou em nossas mãos, é o livre arbítrio.
O que fazer?

O medo é natural, são muitos os perigos, é um oceano de possibilidades... se fizermos nossas experiência guiados pela voz que ecoa em nossa mente, a intuição, seremos capazes de perceber o rio e o oceano se fundindo em nós.

Povos Indígenas Amam a Mata Por Fazerem Parte Dela.

Os povos indígenas habitam o Pará desde tempos imemoriais preservando o meio ambiente e adquirindo minucioso conhecimento e domínio de sua diversidade biológica e ecológica, onde desenvolvem uma economia sustentável produtiva e diversificada, gerando alimentos, medicamentos, utensílios e ferramentas.

Esta relação interativa com a natureza permitiu-lhes conhecer e criar técnicas específicas de manejo dos diversos ecossistemas. O conhecimento indígena, secularmente repassado a seus descendentes, permite que milhões de caboclos produzam e se reproduzam, até hoje, no interior amazônico.

Os indígenas observam as regiões e o clima para executar agricultura, caça, pesca e coleta de frutos. Produzem todos os alimentos necessários a uma dieta alimentar rica e balanceada. A atividade comercial decorre de como os grupos julgam necessário. Arte e cultura também integram sua economia. Essa estrutura é alterada a partir de pressões externas.

A moioria de nós brasileiros somos descendentes de índios em maior ou menor grau. Esquecemos aquele modo de vida harmonioso com o ambiente. Hoje até os índios em alguns lugares são acometidos desse mau. Renegam sua própria cultura e se envolvem nos vícios que caracterizam as grandes cidades.

Mas ainda existem alguns povos indígenas que vivem como há muito, iguais a esses do Pará. Pelo satelite pode-se observar que nas regiões onde a permanência dos índios é protegida pelos orgãos governamentais,  vê-se uma nítida preservação da mata se compararmos com regiões vizinhas em plena destruíção. 

Pequenas Ações.

Não acreditamos mais que pequenas ações possam realmente amenizar um problema colossal. Um motivo é o nosso imediatismo. O outro motivo é o nosso hábito de buscar resultados para nós mesmos. Tudo tem haver com nossa cultura egoísta. O egoísmo reina soberano em todas as nossas relações e ações. Tão presente que já não o percebemos, como o sol a brilhar em pleno dia.
Sendo realistas, se compararmos analiticamente uma pequena ação individual com a devastação do planeta, nos sentiremos ridículos como o beija flor que morreu queimado.
Mas ainda assim é preciso acreditar. Fazer a sua parte não é passível de avaliação de resultados num macroprocesso, mas dá garantia de uma consciência tranquila, de uma auto estima sustentada pela certeza de estar fazendo a coisa certa independente dos resultados.
Diminuir o consumo de água potável quando usada para outros fins menos nobres é um ponto. Gastar papel no escritório de maneira desordenada só por que é a empresa que paga é falta de discernimento. Andar o tempo todo de transporte particular pelo status ou pelo comodismo, pode provocar doenças ligadas ao sedentarismo, além de promover a poluição do ar que seu filho respira. Já pensou em deixar o carro na garagem e ir andando até a Delicatessem? Ou se você é um pouco mais abastado, considere a possibilidade de diminuir o número de carros em uso num mesmo dia. Diminua o consumo de gás natural por abaixar o fogo durante uma fervura, não há prejuízo no tempo de cozimento. Sacos plásticos são usados indiscriminadamente. Dê preferência a locais de venda onde a prática de embalagem é mais ecologica, com uso de sacolas próprias do consumidor. Segregue seu lixo. Separe latas, vidros e plásticos. Além de estar diminuindo o impacto da quantidade gerada de lixo diariamente nas grandes cidades, estará ajudando aqueles que vivem de coleta para reciclagem e reduzindo a extração dos recursos naturais dos quais esses itens segregados são fabricados. É pouco, mas se todo fizesse, seria um grande salto. Vamos ler mais sobre ecologia e ações ecológicas. Quando encontrar um icone na internet com temas relacionados, visite para se informar. Há muito o que fazer. Isso envolve uma reeducação de todos. Quem sabe, de baixo para cima poderemos sensibilizar toda uma sociedade consumista e o capital encontre meios menos danosos e sustentáveis de se relacionar com o ambiente...

Quem Realmente dá as Ordens Matando a Mata?

O Capital. O dinheiro fala mais alto e manda calar a todos os dissidentes. Quando falava da mídia, não quiz dizer que é mau quando tentativas de educação ambiental são pinceladas, ou programas ecologicos que informam ações cidadãs e bons exemplos também não sejam bem vindos. É claro que diante da carencia de ações para conter a devastação, não podemos nos dá ao luxo de desdenhar de pequenas ajudas. O que quis realmente expor é a real situação de controle da mídia, governo e consequentemente sociedade pelo capital. Esse capital permite essas pequenas ações que criam a ilusão e esperança de tudo estar sob controle, mais na verdade não permite que a população veja e saiba o que realmente não se faz e deveria estar sendo feito. O Capital não reipeita nada e nem a ninguém. Nem seus donos que já a eles se escravisaram. A devasatação da Mata Atlantica por madeira e por criação e crescimento de cidades fez um grande trabalho de destruíçao. A Amazônia também tem sido devastada por madeira. Mas a exploração de madeira vem quase sempre associada de outra exploração: A Animal. A criação de gado para exportação tem sido o principal motivo de devastação da Amazônia assim como foi e o é da Mata Atlantica e outros ecossistemas como o Cerrado na região central do país. Toda essa carne produzida é para alimentar os Países ricos que, ou não tem condições de produção por espaço e clima, ou não querem pagar a conta da devastação que isso causa. O Triste é que essa exploração animal, além do próprio dano que causa a esses seres inocentes, apenas concentra renda na mão de grandes latifundiários que já não se importam com o efeito de suas ações. Para a grande massa populacional a devastação não é vantagem nem mesmo economica. Talvez por isso poucos realmente se importem com o que está ocorrendo. Ficamos em torno de ganhar o sustento e num sistema cada vez mais competitivo, o que não é por acaso, perdemos o foco do que realmente importa. O Egoísmo cresce na relação direta de nossas contas a pagar. Os animais, sofrem, a mata morre e o Planeta pede paz. Depois vem toda especie de desiquilíbrio nas chuvas e colheitas... Aí descobrimos que nos afeta essa coisa de ecologia versos desmatamento.  O que poderíamos fazer? Nos questionar quanto ao modelo de vida que assumimos. Como assim? Deixar de comer carne assumindo uma vida gradativamente mais vegetariana poderia ajudar, pois o consumo de carne é o que incentiva esses produtores a continuarem suas atividades. Mas como disse, grande parte dessa produção é para exportação. Aí nos cabe o exercício da cidadania através de participação dos processos políticos em suas bases, escolhendo canditados realmente comprometidos com a causa sem se submeter ao poder do capital, e por fim votando em plataformas, propostas e não naqueles nomes mais destacados, que nada provam sobre sí mesmos além de que tiveram muito mais dinheiro para uma campanha política. Por fim, falar sobre o assunto com amigos em qualquer lugar, ler a respeito, se informar e divulgar fatos relevantes e ações pioneiras, assim como falamos de futebol, cinema e televisão, sair do nosso egoísmo e nos preocuparmos com o todo ao nosso redor.  Estamos conectados, tudo está interligado. Nosso isolamento dentro de nossos apartamentos é uma ilusão de proteção que precisa ser vencida, destruída. O capital pode mandar, mas não em nossas consciências.

domingo, 21 de novembro de 2010

O Relógio e o Tempo

Vejo que a distância é facilmente vencida por um sentimento.
Vejo sonhos mais reais que visões da vigília.
Tanta gente a se queixar e tão poucos realmente fazendo algo a respeito.
A insatisfação em toda parte, apesar de hoje a lei ser cada um fazer o que quer!
Os filhos amando cada vez menos os pais apesar deles agora os presentearem mais.
Fala-se mais em amor do que em qualquer outra época. Só que trocaram o significado da palavra.
O mundo mudou mais nos últimos vinte anos que nos últimos dois mil. E a humanidade sente tédio.
O homem destruiu mais do que o globo podia suportar, e nós não temos nenhuma intenção de parar.
Não perguntamos mais que mundo deixaremos para nossos filhos. Nós já o sabemos. Mas o homem não dará um basta.
O homem acha que é dono do planeta. Faz cercas e vende escrituras. Usa e abusa dos recursos. Mata e desdenha da vida. Isso tudo passará pelo princípio de causa e efeito.
Será que suportaremos?
Viajei de uma cidade a outra. Vi pastos por toda parte. Lindos morros cobertos de grama verde. Os olhos se alegraram. A mente os repreendeu.
E disse: Onde estão as árvores da floresta, e os animais silvestres? O homem derrubou as árvores e os animais foram mortos sem casa e sem comida. Tudo isso para criar gado, e no fim matar e comer. Quanta destruição e assassínio!
Precisamos de ajuda.
Precisamos de cura.
Precisamos do Ser Supremo.
Não da forma como nos ensinaram. Pedir. Pedir. Pedir. Negociar. Reverenciar por interesse egoísta. Não! Precisamos ganhar a consciência do que é o VERDADEIRO AMOR! A essência da qual são feitos os UNIVERSOS! A substância agregadora de todas as constelações! O ódio separa... O AMOR Agrega e Salva...
São milênios perdidos em encarnações sem sentido. Presos na densa materialidade, na ilusão da satisfação pelos sentidos. Esquecemos que viemos aqui de passagem para uma escola e nos apegamos a essa escola como se fosse nossa única morada. “Na casa de meu Pai há muitas moradas”. Disse o Grande Mestre. Poucos entenderam. Repetimos o ano e não saímos do curso primário.
É hora do grande despertar! As Pedras Clamam! E João Grita no Deserto. É tempo de Colheita. É tempo de resgate. Um grande tempo. Um tempo de Oportunidades. Um tempo difícil tal como nunca ocorreu e nem ocorrerá novamente. É tempo de Orar. Não por si, mas por todos. Somos um no Pai. É tempo de abrir-se à Grande Verdade, pois essa realidade passageira se deteriora diante de nossos olhos.
Não vêem? É loucura pensar assim? Ou a insanidade está em acharmos que tudo tem um preço, menos destruir nossa casa atual e matarmos uns aos outros?
Busca! Oração! Reflexão! Paz!