quinta-feira, 19 de maio de 2011

Agroecologia e sustentabilidade?

Se refletirmos com cuidado, perceberemos que a riqueza ou o ganho econômico não vem da exploração dos recursos naturais, mas da dedicação em agirmos para aumentar os recursos do lugar. A exploração da natureza gera riquezas pôr certo tempo, mas depois, em algum momento, vai refletir em pobreza, pois esgotados os recursos, acaba-se a fonte de dinheiro, enquanto que, se agirmos para aumentar a vida do lugar, sempre teremos mais recursos
de qualidade e poderemos usufruir deles indefinidamente.
A agricultura, pela área que abrange e pelas práticas que utiliza, é tida como uma das atividades humanas mais impactantes ao ambiente. Desse modo, as áreas de fronteira agrícola rapidamente se expandem, substituindo a vegetação natural pela paisagem antrópica, menos complexa em quantidade e qualidade de vida.
Numa paisagem agrícola as árvores são consideradas um obstáculo que impede o progresso.
Nesse sentido, o ser humano, freqüentemente, coloca-se à parte da natureza para agir sobre
O ambiente. O resultado de suas ações, muitas vezes, é a destruição e a diminuição das condições necessárias para a vida, efeito que reflete em redução da sua qualidade de vida, já que dependemos diretamente dos recursos naturais. Mesmo quando se está preocupado com
a questão ambiental, o homem, com sua visão fragmentária de enxergar o mundo, separa a paisagem em áreas de conservação, que devem ser intocadas e mantidas no seu estado “natural puro” (que são os Parques, as Reservas...) e em áreas para produção, onde geralmente ocorre degradação dos recursos naturais.
Quando o ser humano se sentir mais parte da natureza e realmente integrado à ela, suas ações serão mais harmônicas, em direção à manutenção e até à melhoria das condições para a vida no local.
No entanto, observa-se grande resistência em se manter essas áreas protegidas, resultante da mentalidade imediatista e exploratória vigente. Essa mentalidade é justamente a que prevalece e a que se mostra ao depararmo-nos com extensas áreas devastadas pelo “progresso” e ainda algumas poucas
mantidas sob proteção nas Unidades de Conservação.
Ao buscar a sustentabilidade na agricultura e, mais do que isso, ao buscar a conservação dos recursos naturais, a paisagem deverá ser vista como um todo e integrada, onde os limites não são mais as cercas, mas os naturais, respeitando e compreendendo os condicionantes e ritmos da natureza,
buscando os princípios ecológicos para referendar suas ações.

As árvores nos proporcionam um amplo leque de produtos (madeiras, produtos medicinais, etc.) e serviços (sombra, proteção do solo e das águas, manutenção da fer tilidade natural do solo, efeito regulador
sobre o clima, etc). A destruição em grande escala das florestas, bem como a eliminação das árvores nas paisagens rurais, acelera a erosão da terra, contribui para o assoreamento dos cursos d’água e aumenta a pressão humana sobre o que está sobrando da Mata.

As nossas ações a favor da conservação da natureza não devem ser pôr imposição da lei ou vistas como obrigação ou dever, mas sim a partir de uma consciência de que nossa vida depende da vida das plantas e dos animais, de água pura, da terra produtiva e do ar limpo. Mais do que essa compreensão
de dependência é necessário ainda sentirmos que somos parte da natureza, como realmente somos.

Agroecologia é entendida como um enfoque científico, teórico, prático e metodológico, com base em diversas áreas do conhecimento, que se propõe a estudar processos de desenvolvimento sob uma perspectiva ecológica e sociocultural e, a partir de um enfoque sistêmico, adotando o agroecossistema como unidade de análise, apoiar a transição dos modelos convencionais de agricultura e de desenvolvimento rural para estilos de agricultura e de desenvolvimento rural sustentáveis (Associação Brasileira de Agroecologia - ABA).

Os Índios sempre viveram em harmonia com a natureza em sistemas agroflorestais. A agroecologia indígena considerada a bem pouco tempo como uma forma de extrativismo primitivo, pouco produtiva, hoje é respeitada, estuda por especialistas e inserida nas políticas publicas para implantação desses sistemas junto a agricultura familiar, como única alternativa de sustentabilidade para a garantia alimentar do campo e da cidade.
Fontes:
Manual Agroflorestal para a Mata Atlântica
APOSTILA DO EDUCADOR AGROFLORESTAL

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mudar com as mudanças de nosso tempo.

Porque nos nossos dias têm acontecido as piores tragédias das últimas décadas? Logo alguns responderão que o motivo é o aquecimento global... é o que todos dizem, inclusive os homens da ciência. Mas se formos analisar, pesquisar a história do nosso planeta e sairmos do senso comum descobriremos dados muito interessantes de serem avaliados, como por exemplo, que a Terra já passou por essa elevação de temperatura em outros momentos, e naquela época nem existia automóveis ou industrias.
A história nos revela que o que acontece hoje é algo cíclico do planeta quando alguma mudança está por vir. O planeta já passou por tantas transformações que se pudéssemos escrevê-las, com certeza seriam encadernados inúmeros volumes. Mas o que quer dizer com tudo isso? Que o que nós como humanidade fazemos contra todo equilíbrio planetário é acelerar o processo já existente agravando ainda mais a situação do planeta e conseqüentemente a nossa. Religiões, profetas, livros sagrados, povos antigos, todos anunciaram uma grande mudança que está por vir e isto é fato, todos podemos ver.
Observando a intensificação dos fenômenos naturais constatamos que se o homem não recuar de seu papel destrutivo, o planeta que já não suporta, terá que responder segundo a Lei de Ação e Reação ainda com mais força. Ou a humanidade muda ou o Planeta forçará essa mudança.
Precisamos amenizar o impacto dos acontecimentos. Se a poluição fosse menor daríamos a nós mesmos uma oportunidade maior de sobrevivência com qualidade. Mas não só a poluição física, se tivéssemos uma atitude interna mais tranqüila, vibraríamos com menos agressividade e não seriamos colaboradores dessa onda de violência que assola as cidades e promovem os desequilíbrios em todos os níveis.
Alguns podem afirmar: “Eu sou da paz". Mas a emissão de pensamentos e sentimentos negativos se une ao de outras pessoas criando uma massa psíquica que funciona como uma onda de freqüência de rádio que rapidamente se espalha e é captada por todos ao nosso redor, e o resultado está no que assistimos nos noticiários.
Talvez também alguns questionem que não tem culpa do que acontece com o planeta e acham que não há nada a fazer. Mas a nossa existência aqui mostra que a vida está ligada a outros seres como em uma rede. Por exemplo, agora você leitor está vestido, mas para que isto aconteça foi necessário que você tenha comprado a roupa em alguma loja e que a dona da loja tenha feito a encomenda na fábrica de costura, que por sua vez encomendou na fabrica de tecido, que comprou o material de produtores de algodão, que plantaram no solo (reino mineral) e esperaram que o algodoeiro (reino vegetal) crescesse até chegar o dia da colheita. Imagina por quantas mãos passou esse material até que a camisa que está vestido estivesse pronta para usar? Ninguém está só, ninguém vive só. Se o planeta sofre, sofremos junto com ele, principalmente porque não tentamos amenizar o impacto de nossas ações. As pessoas são imediatistas e muitas vezes egoístas só pensando em satisfazer suas necessidades. Mas é isso que precisa mudar. Essa idéia não pode mais ser disseminada. A consciência de que o egoísmo é autodestrutivo vai abarcar essa mudança de paradigma.
Precisamos manifestar em nós a necessidade de mudança. Precisamos reduzir em nós baixas vibrações, para que possamos viver integrados com o planeta e com os seres que nele habitam. Não só integrados com a humanidade, mas com todos os reinos, para assim encontrarmos o ponto de equilíbrio e amenizarmos o impacto do que já foi feito.
Alguns dizem: “O mundo está um caos”. Mas qual o nosso papel nisso tudo? Precisamos de sair da posição de comodismo, pois só assim poderemos de fato transcender a nossa inércia. Todos somos responsáveis pelos danos causados à natureza pela humanidade. O caos nós criamos juntos, pois somos uma grande rede. Mas se o planeta se prepara para uma mudança, se algo está para acontecer, como se preparar para o que vai acontecer? Mas vai acontecer? O quê?
Essas perguntas tem movido muitas pessoas. Mas se ao invés de buscarmos a previsão do futuro, buscarmos a mudança que precisamos fazer hoje, logo sairemos do ponto que estamos e atingiremos um novo estado de consciência promovendo uma melhoria das condições que assolam o planeta. Essa mudança é fruto do nosso querer, da nossa vontade, deve vir de dentro de nós. Portanto não temos que buscar respostas longe...