quinta-feira, 21 de abril de 2011

Aprofundamento do Conhecimento Ecológico nos Planos Sutis da Realidade Planetária

Porque repetir uma informação conhecida de todos? Os conceitos de ecologia são relativamente simples. Difícil é aceitar abrir mão de algo que se tornou por costume ou vício uma necessidade. Já que sabemos, a repetição é para criar em nós um aprofundamento dessa consciência. Esse aprofundamento se revela por cada vez mais frequentemente nos preocuparmos com o que ocorre com nossos ecossistemas, com o bicho, com a árvore e com tudo que a natureza nos presenteou. Se nos abrirmos a esse aprofundamento, ele pode ocorrer. É uma jornada entre um cidadão inserido no processo consumidor com pouca ou nenhuma consciência da sua responsabilidade diante da destruição dos ecossistemas e um outro cidadão que radicalizou largando tudo para defender a natureza, seja um Chico Mendes ou um ativista do Greenpeace.

Quanto mais consciências estiverem conectadas com essa demanda, a necessidade de que tomemos partido no rumo que a humanidade dá a nossa biodiversidade, mais energia mental, emocional e de desejo estarão envolvidas no processo e pesaram cada vez mais nas decisões e no comprometimento de todos. Parece pouco palpável, uma realidade pouco tangível, mas é assim que acontece. Nossas mais profundas aspirações, ou como disse OUTRO, nossa fé move e remove montanhas.

Podemos usar esse recurso natural da alma, a fé, para o aprimoramento das ações humanas. Seria um melhor uso do que aquele aventado pela mídia para promover o crescimento material em benefício próprio, como em O SEGREDO. Não é segredo que a aspiração pessoal pode mudar realidades. Basta observar pessoas de pensamento forte e focado em objetivos em oposição a pessoas passivas que assumem seu lugar de vítimas. São vítimas de si. O resultado de cada caso nem se discute.

Colocar uma parte significativa de nossa energia mental, como aspiração, para redenção da fauna e da flora, ansiando pela ampliação de projetos de reflorestamento e recuperação de leitos de rios, promove a materialização ou plasmação da realidade intentada. Começaram a aparecer algum aumento de consciência materializado em ações, porém carece de maior disseminação.

Muitos tem achado útil orar pelo planeta, pelos animais e pelo Reino vegetal.Pela Redenção ou Reabilitação Planetária. Aos olhos de um iniciante no caminho do despertar para realidades mais sutis, parece que esses seres orantes deveriam gastar seu tempo em algo mais prático, entenda-se: Mais palpável, de resultados mensuráveis, ou mais material.

Se experimentarem a receita de orar (polarizar-se mental e energeticamente no mais alto), sem esperar nada, apenas na atitude consciente de que tudo que existe no plano material, começa nos planos mais sutis, sendo introduzido aqui através do mental, muito provavelmente mudariam de crença, ou mais precisamente, ampliariam sua consciencia.

Conhecendo esse princípio de causa e efeito, deveríamos aspirar contribuir energeticamente para que em algum momento a realidade que vivemos comece a tomar outro rumo. Um exemplo prático: Começamos a fazer coleta seletiva em nossa casa. No entanto argumentei com minha esposa que não adiantava, pois no final eles misturavam tudo. Ela sabiamente respondeu que mais importante é fazer a nossa parte, aí, cada vez mais pessoas tomarão conhecimento ou consciência dessa necessidade, tanto pela observação e contato com a prática, como em nível mais sutil, pela plasmação da consciência reforçada no plano mental por um grupo pioneiro, que será assim seguido por outros. É assim nos negócios, na tecnologia e no crime. Só que acreditamos inocentemente que a disseminação de uma prática útil ou não tão útil dá-se apenas pelo contato consciente com essa informação.

Dá-se também por meios mais imateriais, como ondas de radio, televisão e mais recentemente telefonia móvel. O homem esqueceu que temos receptores de avançada tecnologia em nossa genética física e estelar. Agora é suficiente que alguns tomem ciência desse mecanismo e generosamente comecem a fazer o que ainda poucos fazem, por desconhecer a eficácia ou não terem experimentado que não só de pão ou de matéria densa se alimenta o homem, mas muito mais de energia sutil, imaterial.

Segue a informação repetida:

O Desmatamento para agronegócio “monocultura da soja” vem violando os direitos humanos em relação à água, alimento, meio ambiente saudável e desqualificando as práticas tradicionais de utilização de recursos naturais. Degradando o bioma de transição, comprometendo os recursos hídricos, a saúde, a segurança alimentar e nutricional. Expulsando o lavrador da zona rural, que é forçado a migrar para a periferia da zona urbana da cidade e povoados sem saneamento sanitário e com ausência de trabalho para jovens. Os quais vêm usando drogas, e sendo atendidos em programa de ação social, o que não existia anteriormente. Há conflitos pela posse da terra e reconcentração da terra por grandes empresas. Percebe-se aumento da temperatura, redução da precipitação pluviométrica, da produção de mandioca, milho, arroz; desnutrição em crianças e idosos. Trabalho infantil e adolescente nas carvoarias. Redução drástica na fauna e flora, plantas medicinais e frutíferas de complementação renda protegidas pela legislação: bacuri, piqui, cajuí, jatobá. Redução do habitat da abelha tiúba, produtora do mel, alimento e fonte de renda desta população. As observações indicam que os Biomas do município não suportam nenhum tipo agricultura mecanizada, como é o caso da monocultura da soja. É necessário implantar urgente a Vigilância em Saúde Ambiental para evitar ainda mais contaminação por agrotóxicos das bacias hidrográficas, medida de promoção da saúde aprovada na 12ª Conferência Nacional de Saúde.

Palavras-chave: Brejo; Desmatamento; Promoção da saúde.

Anais da 58ª Reunião Anual da SBPC - Florianópolis, SC - Julho/2006

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